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	<title>Música Para As Massas</title>
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	<description>Música pop, informação, tradução, cultura</description>
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		<title>Música Para As Massas</title>
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		<title>O Fim da Música</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 18:32:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imperfect_thoughts</dc:creator>
				<category><![CDATA[indústria fonográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[música de elevador]]></category>
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		<description><![CDATA[Autor: Glenn Branca Texto original em inglês Parece que estamos caminhando para uma mudança de paradigma. As orquestras estão acabando, o rock foi relegado ao underground, o jazz parou de evoluir e se tornou uma arte obsoleta. A indústria da música foi absorvida pela cultura corporativa e os compositores não sabem mais o que fazer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=recuo.wordpress.com&amp;blog=3262569&amp;post=404&amp;subd=recuo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="color:#888888;">Autor: <a title="Quem é Glenn Branca" href="http://bocafechada.wordpress.com/tag/glenn-branca" target="_blank">Glenn Branca</a><br />
</span></em></p>
<p><span style="color:#888888;">Texto original <a title="End of Music" href="http://opinionator.blogs.nytimes.com/2009/11/24/the-end-of-music/?scp=1&amp;sq=Glenn%20Branca&amp;st=cse" target="_blank">em inglês</a></span></p>
<p>Parece que estamos caminhando para uma mudança de paradigma. As orquestras estão acabando, o rock foi relegado ao underground, o jazz parou de evoluir e se tornou uma arte obsoleta. A indústria da música foi absorvida pela cultura corporativa e os compositores não sabem mais o que fazer tentando encontrar algo que seja moderno e, ao mesmo tempo, satisfaça um público enredado na sensibilidade do século XIX.</p>
<p>Em mais de meio século, vimos avanços incríveis na tecnologia do som, mas muito pouco ou nenhum avanço na qualidade da música. Nesse caso, a mudança de paradigma talvez não seja uma mudança, mas o fim. Será que as pessoas não querem ouvir nada novo? Ou será que compositores e músicos simplesmente engoliram o discurso pós-moderno de que nada mais de &#8220;novo&#8221; pode ser feito &#8211; o que, ironicamente, é apenas a mesma velha história.</p>
<p>É lógico que a música não morreu. Continuaremos a ouvir &#8220;algo parecido&#8221; tocando alto em shopping centers, restaurantes fast food, lojas de roupa ou outro lugar onde o consumidor, hipnotizado, irá sacar satisfeito o seu cartão de crédito ou débito.</p>
<p>Não há dúvida de que na música, como na política, quanto maior a audiência, mais diluída tem que ser a &#8220;mensagem&#8221;. A chamada &#8220;música de elevador&#8221; já está por aí há muito tempo, mas talvez as pessoas já não saibam dizer mais qual a diferença e, provavelmente, os compositores e autores também não. Principalmente, quando a música está pagando uma casa de praia em Malibu ou um apartamento em Nova York.</p>
<p>Claro, podíamos escutar todos os velhos álbuns, CDs e MP3s. Aliás, é daí que a indústria tira quase a maior parte do seu lucro hoje em dia. Podíamos também apenas ver filmes antigos e programas velhos na TV. Há muito disso agora. Pra que se preocupar em fazer coisas novas? Pra que se preocupar em ter alguma mudança ou progresso desde que tenhamos &#8220;evoluído&#8221;? Só queria saber se isso é o novo paradigma e se a nova música é apenas a velha música outra vez, e se isso seria realmente o fim da música.</p>
<h5><span style="color:#888888;">Tradução de <a title="Dawnfine Myspace" href="http://www.myspace.com/dawnfine" target="_blank">Jeovane Cazer</a></span></h5>
<p><em><img class="alignleft" title="Glenn Branca" src="http://graphics8.nytimes.com/images/blogs/thescore/Glenn-Branca.75.jpg" alt="" width="75" height="75" />Glenn Branca compôs 13 sinfonias: seis para guitarra elétrica, três para instrumentos de série harmônica, três para orquestra e uma, No. 13, para 100 guitarras. O primeiro movimento de No. 14 foi apresentado pela 1a vez pela St. Louis Symphony em 2008. Ele está gravando um novo álbum, “The Ascension: The Sequel. Visite seu <a title="Webiste Glenn Branca" href="http://www.glennbranca.com/" target="_blank">website</a><br />
</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/recuo.wordpress.com/404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/recuo.wordpress.com/404/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/recuo.wordpress.com/404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/recuo.wordpress.com/404/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/recuo.wordpress.com/404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/recuo.wordpress.com/404/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/recuo.wordpress.com/404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/recuo.wordpress.com/404/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/recuo.wordpress.com/404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/recuo.wordpress.com/404/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/recuo.wordpress.com/404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/recuo.wordpress.com/404/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/recuo.wordpress.com/404/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/recuo.wordpress.com/404/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=recuo.wordpress.com&amp;blog=3262569&amp;post=404&amp;subd=recuo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Glenn Branca</media:title>
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		<item>
		<title>Música Para as Massas &#8211; Acho que Não</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 12:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>imperfect_thoughts</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alan Wilder]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra do Volume]]></category>
		<category><![CDATA[indústria fonográfica]]></category>
		<category><![CDATA[música pop]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado em 29 de fevereiro de 2008 em http://www.side-line.com Tradução de Jeovane Cazer Alan Wilder conta a quantas anda a indústria fonográfica Alan Wilder escreveu um artigo para a revista eletrônica musical Side-Line. Com o título &#8220;Música Para as Massas &#8211; Acho que Não&#8221;, Alan aborda assuntos que vão desde a guerra do volume ao [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=recuo.wordpress.com&amp;blog=3262569&amp;post=8&amp;subd=recuo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://recuo.files.wordpress.com/2008/03/recoil.jpg?w=420&#038;h=279" alt="Recoil" width="420" height="279" /><span class="arttextdate"><strong> </strong><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"><br />
Publicado em 29 de fevereiro de 2008 em</span><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="color:red;"> </span></span></span><span style="color:#ff0000;"><a title="Alan Wilder Interview" href="http://www.side-line.com/interviews_comments.php?id=29640_0_16_0_C" target="_blank"><span class="arttextdate"><span style="font-size:10pt;font-family:'Times New Roman';"><span style="color:blue;">http://www.side-line.com</span></span></span></a></span><br />
Tradução de <a title="jeovane@gmail.com" href="mailto:jeovane@gmail.com" target="_blank">Jeovane Cazer</a></p>
<h2><span style="color:#c0c0c0;"><span style="font-size:14pt;"><span style="color:#ffffff;"><a title="Alan Wilder on Last.fm" href="http://www.lastfm.com.br/music/Alan+Wilder" target="_blank">Alan Wilder</a></span> conta a quantas anda a indústria fonográfica</span></span></h2>
<p><span style="font-size:14pt;font-family:'Arial Narrow';"><span style="color:#999999;">Alan Wilder escreveu um artigo para a revista eletrônica musical Side-Line. Com o título &#8220;Música Para as Massas &#8211; Acho que Não&#8221;, Alan aborda assuntos que vão desde a guerra do volume ao impacto de downloads na música (em relação à indústria musical), e como é difícil hoje em dia conseguir lançar, na prática, algo aparentemente simples como um CD. É uma leitura fascinante que prenderá o leitor do começo ao fim.</span></span></p>
<h3><strong> </strong></h3>
<p><strong><span style="font-family:Verdana;">Nota do editor [Side-Line]: <em>Era final de janeiro de 2008 quando entramos em contato com Alan Wilder (Ex-Depeche Mode) para que escrevesse um artigo sobre o volúvel mercado fonográfico e expusesse o que pensa a respeito. O pedido veio na hora certa porque Alan tinha acabado de anunciar o lançamento de um compacto duplo em edição limitada de<span class="arttext"><span> Prey / Allelujah, que, por incrível que pareça, não sairia pela gravadora e sim por intermédio de fãs russos. A entrevista acabou se tornando uma carta aberta assinada por Alan Wilder&#8230;</span></span></em></span></strong></p>
<p>- &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; -</p>
<h3><span style="font-size:12pt;"><span style="color:#c0c0c0;">Recoil / Alan Wilder &#8211; &#8220;Música Para as Massas &#8211; Acho que Não&#8221;</span><strong><span style="color:#999999;"> </span></strong></span></h3>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">Vivemos em um mundo de tecnologia, cujos avanços crescem de forma exponencial em todas as áreas científicas &#8211; numa velocidade que nem mesmo conseguimos acompanhar. Por que então o áudio das músicas está com qualidade inferior? A música está &#8220;soando&#8221; pior. Paramos de escutar, não temos tempo. É só o tempo de sermos arrebatados por uma explosão sonora ensurdecedora até os ouvidos não suportarem mais e surgir o desejo de &#8220;trocar de disco&#8221;. Por que o volume dos anúncios da TV é o dobro do volume das transmissões normais?</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">É a única maneira de chamar a nossa atenção na <span style="color:#ffff99;"><a title="Guerra do Volume" href="http://conector.blogspot.com/2008/01/morte-da-alta-fidelidade.html" target="_blank">guerra</a></span> do<span style="color:#ffffff;"><a title="Loudness war (guerra do volume) no You Tube" href="http://www.youtube.com/watch?v=3Gmex_4hreQ" target="_blank"> </a></span></span></span><span style="color:#c0c0c0;"><span style="color:#ffffff;"><a title="You TUbe" href="http://www.youtube.com/watch?v=3Gmex_4hreQ" target="_blank"><span class="arttext"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:Arial;">v</span></strong><span style="font-size:16pt;font-family:Arial;">o</span><span style="font-size:18pt;font-family:Arial;">l</span><span style="font-size:28pt;font-family:Arial;">u</span><span style="font-size:32pt;font-family:Arial;">m</span><span style="font-size:40pt;font-family:Arial;">e</span></span></a></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">A revolução tecnológica dos últimos anos provocou uma mudança no processo de masterização dos álbuns. Para competirem entre si, A&amp;R, produtores e até os músicos estão pedindo aos engenheiros de masterização, através do sistema de compressão digital, para aumentarem o volume tão alto a ponto de toda a amplitude dinâmica ser cruelmente sacrificada.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><em><span style="font-family:Arial;">(Basicamente, a compressão aumenta o volume dos elementos mais calmos de uma mixagem e mantém estáveis os picos das partes mais altas)</span></em></span></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">A compressão excessiva oculta os detalhes sonoros e retira a força emocional da música, deixando os ouvintes estranhamente indiferentes a ela. Com efeito, o ouvido comprime naturalmente os sons altos para se proteger &#8211; por isso associamos a compressão ao volume. O sofisticado cérebro humano evolui para prestar atenção aos sons altos, assim, em uma primeira impressão, os sons comprimidos parecem mais empolgantes. Mas são efêmeros. As pesquisas mostram que após alguns minutos o volume constante se torna chato e cansativo.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">A verdadeira empolgação surge da variação do ritmo, tonalidade e altura, assim como de uma vasta amplitude sonora, o que, por sua vez, proporciona momentos de pausa e estímulo ao ouvinte &#8211; algo que provavelmente não se encontra muito na música pop rock atual. Se quiser um bom exemplo de música barulhenta e sem profundidade, escute a faixa <a title="I bet you look good on the dance floor" href="http://www.youtube.com/watch?v=7XTULcETGqk" target="_blank">&#8220;<em>I Bet You Look Good on the Dance Floor</em>&#8220;</a> do <em>Artic Monkeys.</em> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> <span class="arttext"><strong><span style="color:#c0c0c0;">Espiral de downloads&#8230;</span></strong><br />
</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">No momento, a compressão em MP3 permite criar arquivos menores excluindo as informações musicais que o ouvido humano tem mais dificuldade de escutar. A maior parte das informações excluídas está na parte mais alta e mais baixa (O MP3 não reproduz bem as reverberações por motivos temporários</span></span></span><span class="arttext"><span style="color:#999999;"> semelhantes<span style="font-family:Arial;">). Por essa razão, quando o CD master &#8211; que já é comprimido &#8211; é queimado com MP3, o efeito de compressão é intensificado ainda mais. O resultado &#8211; uma experiência desagradável, irritante, confusa, desinteressante e sem energia.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Assim como o CD substituiu o vinil, o MP3 e outros formatos digitais estão desbancando rapidamente o CD como a forma mais popular de ouvir música, o que significa maior comodidade, porém, com uma qualidade sonora inferior (ainda que isso venha a melhorar com o tempo). Até os audiófilos (apaixonados por som) já mudaram para o formato multimídia &#8211; sendo o iPod ou o iPhone o item de aquisição indispensável. Muitos já perderam o interesse nos sistemas sofisticados de som, ao passo que os mais jovens crescem tão acostumados a ouvir música comprimida dinamicamente que, a meu ver, a batalha já está perdida.</span></span></span><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><br />
</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Mas a história não acaba aqui. Estamos vendo as ramificações desta sutil, porém significativa, mudança de audição nas gravadoras. Veja bem, não se trata apenas da qualidade de áudio. Trata-se da composição, produção. Trata-se da arte&#8230;</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><span style="color:#c0c0c0;">A arte pela arte</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"><img src="http://recuo.files.wordpress.com/2008/03/recoil-2.jpg?w=497" alt="Arte Pela Arte" /> <span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">O meu </span></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">caso é um pouc</span></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">o &#8220;diferente&#8221; já que não sou um artista de grande &#8220;sucesso&#8221; em termos de vendas comerciais e, nesse sentido, me esforço para ser ouvido assim como milhões de outros músicos. Entretanto, devido a minha história com o <a title="Depeche Mode" href="http://www.myspace.com/depechemode" target="_blank">Depeche Mode</a>, estou tranqüilo, de modo que eu não tive (e continuo não tendo) de adaptar o que eu faço ao que está em voga. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">A instabilidade do mercado não me afetou tanto. Com certeza, não influencia a maneira como eu faço música e sim reforça o meu cinismo em relação à injustiça de tão boa música perdida no meio de tanto lixo. Não há nada de novo nisso. A qualidade da rádio comercial não melhorou; as revistas têm um impacto mínimo, a exposição televisiva está mais limitada do que nunca &#8211; não obstante os canais da MTV estarem mais marginalizados. Na verdade, a melhor maneira de fazer com que sua música seja ouvida é através dos anúncios da TV.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Deixando de lado a questão da viabilidade por um momento, gostaria de assistir à volta da arte de alta qualidade, abrangendo todas as maravilhas tecnológicas e científicas, fornecidas a um custo que reflita o tempo e o esforço dedicados pelo artista. Podem dizer</span></span></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;"> que estou &#8220;fora de moda&#8221;, a</span></span></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">ssim como alguém que pagasse por uma peça de mobília artesanal, uma roupa de etiqueta ou um quadro bonito. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Ao invés de satisfazer os meios de comunicação em massa, porque também não produzir áudio de resolução superior &#8211; talvez em DVD, já que esse é um formato com o qual a maioria das pessoas pode interagir sem ter que adquirir um novo equipamento? Combine isso ao trabalho artístico produzido com amor &#8211; o qual, no caso de uma opção impressa ser muito cara, pode ao menos ser disponibilizado para download.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Os artigos de colecionadores estão se tornando uma saída em meio ao caos. Faz todo sentido subsidiar a produção de um formato caro para os que realmente apreciam a qualidade e a coletividade e, assim, permitir a mais pessoas gastarem uma quantia mínima pelos elementos fundamentais da obra artística.<span> </span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Alguns já tentaram, por exemplo, <a title="Magne Furuholmen" href="http://www.magnef.org/" target="_blank">Magne Furuholmen </a>(<a title="A-Ha" href="http://www.myspace.com/aha" target="_blank">A-Ha</a>) lançou e vendeu 300 cópias de um LP discofoto especial de 10 polegadas com capa original pintada à mão, acompanhado de um CD com todas as músicas, além de um pôster e um documentário mostrando a criação da arte. Cada pacote foi vendido a 100 euros. Posteriormente, todas as músicas foram disponibilizadas de graça no <a title="Magne Furuholmen website on MySpace" href="http://www.myspace.com/magnef" target="_blank">MySpace</a>. Essa é uma iniciativa ousada, para a qual eu tiro o chapéu, e que sem dúvida incentivou a cada fã &#8220;sério&#8221; a também se tornar uma espécie de investidor pessoal.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">A implementação bem sucedida de um pacote de DVD/arte/filme como esse por uma grande gravadora </span></span></span><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">é algo que ainda está para ser <span>visto. Não há razão para que isso não aconteça, contanto que a gravadora adote uma visão pragmática em relação aos downloads &#8211; que elas possam realmente atuar como uma ferramenta promocional ao invés de gerar uma fonte sustentável de renda.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Mas sugerir um formato é, de fato, o menor dos desafios &#8211; a dificuldade, como sempre, é como vendê-lo.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Sem dúvida, tentar conseguir algum tipo de divulgação nas lojas de discos há muito tempo deixou de ser uma opção viável. As cadeias de lojas de discos estão falindo (vide o fechamento recente da ótima cadeia de lojas &#8220;Fopp&#8221; de Londres) ou estão se transformando em algo diferente &#8211; voltadas para games, merchandise, acessórios para iPod e etc. Para garantir a sobrevivência no mercado, com uma política de &#8220;não devolução&#8221;, as lojas de discos põem bastante pressão sobre as gravadoras e só colocam à venda o que será &#8220;sucesso garantido&#8221; &#8211; apenas os artistas de maior vendagem, para evitar que o estoque fique encalhado nas lojas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Quanto à questão do marketing e da estratégia promocional, eu gostaria que a experiência de se escutar pela primeira vez um dos meus álbuns fosse exatamente da maneira como eu imaginei. Por essa razão, nunca mais fornecerei cópias antecipadas de minhas músicas para charlatões fazendo-se passar por jornalistas para que os mesmos as coloquem à venda no E-Bay ou as enviem para o Pirata Bay 3 alguns meses antes do lançamento oficial. Considerando o número de promoção prévia que recebo atualmente, não fará a mínima diferença ao desempenho das vendas. </span></span></span><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><br />
<span style="font-family:Arial;">Não é que não haja pontos positivos no compartilhamento de arquivos pelos fãs. Certamente há pessoas em lugares remotos do mundo &#8211; por exemplo, na Sibéria &#8211; que provavelmente só conseguirão escutar minhas músicas dessa forma, mesmo que ainda não com uma excelente qualidade. <span> </span>Não é o ideal, mas é melhor do que não ter nenhuma oportunidade de escutá-las. Até os CDs, na Rússia, é impossível adquiri-los fora das grandes cidades. É por isso que existem fãs astuciosos e empreendedores que compram todo o estoque da cidade e revendem mais barato para outras pessoas de fora.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><span style="color:#c0c0c0;">Da Rússia com amor</span></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"><img src="http://recuo.files.wordpress.com/2008/03/recoil-3.jpg?w=497" alt="Da Rússia com Amor" /> <span class="arttext"><span style="font-family:Arial;">Há poucos meses, Recoil lançou um CD incluindo um filme e um folheto especial. Vamos analisar o processo. O pacote &#8220;Prey&#8217;/'Allelujah&#8221; foi possível graças à pressão dos fãs; para aqueles que preferem um produto físico &#8211; talvez colecionadores, mas também apreciadores de música que preferem o áudio e a qualidade tangível de um CD ao invés dos produtos &#8220;sem rosto&#8221; que são baixados da Internet. As faixas já estavam disponíveis para download, mas para muitos fãs isso não era o suficiente. O conflito de gerações é evidente.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Após uma apresentação promocional de sucesso em Moscou, um webmaster local do DM/Recoil conseguiu convencer a Gala Records (selo local da EMI &#8211; parceira da <a title="Mute Records" href="http://www.mute.com" target="_blank">Mute</a>) que valeria a pena lançar esse disco. Eles concordaram &#8211; não sem antes impor algumas condições, veja bem. E então, o que foi combinado?</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Em primeiro lugar, a viagem promocional foi incentivada pelo gerente de um clube de electro<em>.</em> O clube pagou e organizou a visita. Além disso, a Gala arranjou uma divulgação em rádio, imprensa escrita e TV. Os resultados foram mais que animadores. Entretanto, para um lançamento acontecer, havia algumas condições como: os fãs teriam de pagar pela fabricação do disco, implementar estruturas de pagamento para distribuir o disco através de seus próprios sites na Internet, outros teriam de produzir a arte de um livreto de 28 páginas que acompanharia o disco, bem como produzir e dirigir um filme de 9 minutos que seria incluído para a faixa &#8220;Allelujah&#8221;; o artista (eu) teria de produzir a música em seu próprio estúdio e financiar o seu próprio site junto com um <em>webmaster</em> exclusivo que trabalharia de graça; o artista e os fãs teriam de cuidar da comercialização, promoção e suporte de vendas na Internet. Todos esses serviços foram feitos com muito trabalho e paixão &#8211; sem nenhum custo, exceto pelo tempo e dedicação por pura vontade de fazer algo dar certo. Uma iniciativa surpreendente e que me faz sentir bem.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Então, você pode estar se perguntando, o que a gravadora fez? Boa pergunta. A gravadora organizou todas as partes em um todo &#8211; o que significa fazer um controle de produção das mixagens das músicas existentes e reunir um encarte de duas páginas com a cópia do selo da arte. O licenciado local acrescentou um jargão jurídico em cirílico ao encarte e avisou a imprensa escrita e a TV. Realmente nada demais, não é?</span></span></span></p>
<p><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Tudo bem, essa não é a regra que, como tal, é um pouco injusta. Foi um tipo de experiência única, um favor, poderia dizer a Gala/Mute. Mas é certamente a maneira como a maioria das coisas está acontecendo. Por que eles não lançam o CD da forma usual? Porque não acreditam que a demanda justifica a dedicação e os custos de fabricação tendo em vista os downloads de música de graça ou a preços baixos. </span></span></span></p>
<p><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">O projeto da Rússia foi uma experiência interessante, mas já se esperava um sucesso limitado devido à visão atual desse país e do consumidor que parecia desconfiar de toda a iniciativa. Não foi a maneira ideal de se tentar vender um produto, mas isso não impede o processo em si de tornar-se perfeitamente viável, contanto que seja implementada uma logística sólida, simplificando e tornando-o confiável para o consumidor. </span></span></span></p>
<p><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><em><span style="font-family:Arial;">(Observação: a despeito dos obstáculos óbvios, nós ainda conseguimos vender todo o estoque planejado antes do lançamento, tal qual era a demanda)</span></em></span></span><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">.</span></span></span><span style="color:#999999;"><br />
<span style="color:#c0c0c0;"><span class="arttext"><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';"><br />
</span></span><span class="arttext"><strong><span style="font-size:12pt;font-family:'Times New Roman';">O pop será sua própria ruína?</span></strong></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"><img src="http://recuo.files.wordpress.com/2008/03/recoil-4.jpg?w=497" alt="O Pop Será a Sua Própria Ru�na" /><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"> Para que então se preocupar em assinar contrato com uma gravadora? É o que muitos artistas estão agora se perguntando. Como pensar de outra forma quando o que estão lhes dizendo é que suas gravadoras não podem arcar com mais despesas? Ou que farão um corte no pagamento do artista para investir em marketing? </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">É por isso que estamos vendo uma debandada geral acontecendo, pressionando a já enfraquecida indústria de discos. Os artistas que acham mais fácil não encarar o problema de frente são aqueles que já têm bastante sucesso, complicando a situação ainda mais. Por quê? Porque os similares de <em>Radiohead</em> e <em>Prince</em> podem distribuir suas músicas em um esquema promocional para gerar publicidade a suas respectivas máquinas. Fazendo isso, conseguem ser notados e beneficiam outras áreas. Portanto, com todo mundo agora à espera de baixar música de graça, todos os outros artistas perdem um pouco dos lucros que esperariam obter com a venda de discos, embora o amor e o dinheiro gastos produzindo seus produtos não tenha mudado.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Já desisti de lucrar com o que eu faço há muito tempo. Era de se esperar que eu estivesse cheio de ressentimento e amargura em relação a minha própria gravadora, mas eu não me sinto assim. A Mute é uma vítima nisso tudo. A realidade é que todas as gravadoras estão sofrendo, tentando desesperadamente encontrar soluções enquanto o tapete lhes é puxado debaixo de seus pés.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">A EMI impôs muitas restrições de gastos à Mute, que agora está sendo “reformada” e “modernizada&#8221; com a centralização dos departamentos e a redução do casting de artistas. O figurão da EMI, Guy Hands, descreve seu negócio como um “modelo sustentável” com a necessidade de “reduzir o desperdício”… Eliminar o lixo. Retórica dissimulada que significa: CORTES! Ele fala em “eliminar as cópias e a burocracia”. Resultado final: dois mil empregos vão ser eliminados.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Ainda mais preocupante é ele afirmar que atualmente 3% de todo o casting de artistas dão lucro e aqueles que nunca darão, não importa como o modelo é alterado, podem dar adeus.</span></span></span><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><br />
<span style="font-family:Arial;">Até onde eu sei essa é a filosofia da Mute, onde o lucro das obras de maior vendagem é usado para sustentar todos os outros artistas da gravadora. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Arte. Uma gravadora não vende feijão, ela expõe arte para as massas. Uma coisa impossível de quantificar ou medir. Feijão  &#8211;  uma coisa que pode ser quantificada, medida.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Mas essa filosofia é válida hoje em dia? Certamente que não, se você é regido por um conglomerado que visa o lucro. O escritório central da Mute (agora parte do prédio da EMI) é hoje uma sombra do seu passado. Algumas almas perdidas vagando em torno de uma paralisia pós-apocalíptica, como numa cena do filme </span></span></span><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Extermínio <em>(28 Days Later)</em>. Há algumas pessoas boas na Mute que estão com as mãos e os pés atados; outras estão amordaçadas, desamparadas, foram abduzidas e seduzidas pela máquina corporativa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Claro que a Mute não poderia apenas levantar e ir embora. Isso seria como tentar colocar sua casa à venda quando você só a está alugando. Eu imagino que Daniel Miller esteja tão preocupado quanto o próximo inquilino. Ele é contratado da EMI e seu futuro, creio eu, é incerto. Talvez ele esteja cansado de todo o negócio, sua visão original foi prejudicada irremediavelmente. Tenho certeza que Daniel Miller ainda nutre pela música a mesma paixão de sempre, mas quem desejaria abrir uma nova gravadora no pé em que está a situação atual?</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Então, o músico pode desempenhar o papel de empresário? É justo esperar que nossos compositores e virtuoses criativos, e com a cabeça nas nuvens, também possuam um diploma em administração de empresas? Bolando suas próprias estratégias e vendendo modelos à medida que progridem? Quer dizer, não foi essa a principal razão para que as gravadoras viessem a existir? A partir da minha própria experiência, simplesmente tentar “administrar”, o que tem sido uma experiência muito pequena, tomou quase os três primeiros meses do ano &#8211; tempo valioso que eu poderia ter aproveitado compondo novas músicas. </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">O tino para os negócios irá variar, mas é fundamental para os artistas e seus representantes tentar e ficar à frente do jogo, criar novos empreendimentos. Poderemos ver o retorno dos pequenos selos <em>indie</em> direcionados à arte empregando um novo modus operandi (já está acontecendo se você olhar ao seu redor), com custos mínimos, funcionando mais como um suporte logístico aos artistas, organizando a fabricação e a distribuição efetiva dos pedidos por e-mail através dos sites dos artistas e outros pontos de venda relacionados. Agüentar a pressão (O que não significa ter de abandonar a idéia da disponibilidade em massa pelo iTunes ou similares).</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Quem sabe se ao terminar o meu próximo álbum ainda terei um contrato com uma gravadora? Seria uma pena terminar a minha parceira com a Mute após tantos anos bons, mas eu sinto que essa decisão não está em minhas mãos. Vai depender muito do que o futuro reserva para a Mute/EMI e certamente para todas as gravadoras. Pode ser que todos os artistas de maior vendagem da Mute sejam tragados pela máquina da EMI, enquanto que o resto entregue os pontos, inclusive a própria Mute. Esse será um dia muito triste.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="color:#999999;"> <span style="font-family:Arial;">A quem devemos então culpar por toda essa bagunça? Devemos apontar o dedo às gravadoras que não fizeram nada de útil, vendendo relançamentos a preços muito altos durante anos enquanto seus agentes de A&amp;R nos bombardeavam com ídolos pop e “boys band” superficiais e sem personalidade? É justo dizer “… bem, você mereceu…?” Ou vamos acusar o ouvinte médio com o nível de atenção de uma criança de três anos vivendo em uma sociedade descartável, homogeneizada, obcecada por Paris Hilton, superestimulada com várias opções na vida? Uma sociedade que valoriza a trivialidade e aceita a mediocridade sem questionar muito? Ou talvez a decadência tenha evoluído a partir do culto do DJ, quando qualquer um podia regurgitar a essência do rock ‘n’ roll revitalizando todos os clássicos do funk dos anos 70, colocando algumas bobagens de rap em cima e chamando isso de seu próprio trabalho? A música moderna não é mais vista como uma forma de arte? Ou é agora só mais um negócio? </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="color:#999999;"><span style="font-family:Arial;">Alan Wilder (Obrigado a Bernard Van Isacker por sua colaboração)</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="arttext"><span style="font-family:Arial;"><span style="color:#999999;">Para obter mais informações sobre o Recoil, acesse os links abaixo:</span></span></span><span style="color:#999999;"><br />
<span class="arttext"><a title="Official Recoil website" href="http://www.recoil.co.uk/" target="_blank">www.recoil.co.uk</a></span><br />
<span class="arttext"><a title="Recoil on MySpace" href="http://www.myspace.com/recoil" target="_blank">www.myspace.com/recoil</a></span><br />
<span class="arttext"><a title="Recoil on facebook" href="http://www.facebook.com/recoil" target="_blank">www.facebook.com/recoil</a><br />
______________________________________________________________________</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#ffffff;"><span class="arttext">Notas:</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;">- <span style="color:#3366ff;">Música Para as Massas</span>: tradução literal de <em>Music for the Masses</em>, título do sexto disco em estúdio do grupo inglês Depeche Mode, do qual Alan Wilder foi membro, como tecladista e produtor,</span><span style="color:#999999;"> no período de 1982  a 1995.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> &#8211; <span style="color:#3366ff;">A &amp; R</span> (Artistas e Repertórios) é o encarregado das gravadoras de contratar bandas e novos talentos.<span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> <span> </span>- <span style="color:#ff0000;"><span style="color:#3366ff;">Amplitude dinâmica</span> </span>[Faixa dinâmica]: A relação entre o sinal mais intenso sem distorção e o sinal mais fraco ainda perceptível em um circuito, equipamento ou sistema.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> <span> </span>- <span style="color:#3366ff;">Espiral de downloads (download spiral)</span> : alusão ao álbum <em>Downward Spiral </em>do Nine Inch Nails. Aqui ele faz um trocadilho entre as palavras <em>downward</em> (para baixo) e <em>download</em> (baixar arquivos/MP3).</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> &#8211; &#8220;<span style="color:#3366ff;">Arte pela arte</span>&#8221; é a tradução de uma expressão francesa do século XIX, <em>l&#8217;art pour l&#8217;art,</em> e exprime a filosofia segunda a qual o valor intrínseco da arte, e somente a &#8220;verdadeira&#8221; arte, é desassociado de qualquer função didática, moral ou prática. A expressão latina &#8220;ars gratia artis&#8221; (arte pela arte) aparece no círculo dourado envolvendo o leão no logotipo da <em>Metro-Goldwyn-Mayer</em>.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="color:#999999;"> <span> </span>- <span style="color:#3366ff;">Da Rússia com amor</span><em> </em>é a tradução literal de<em> From Russia With Love</em>. Filme norte americano de 1963, o segundo da série 007 com Sean Connery no papel de James Bond. É conhecido no Brasil como &#8220;Moscou Contra 007&#8243;. O filme foi baseado no romance homônimo de Ian Fleming de 1957.<br />
<em>From Russia With Love</em> foi adapatado para um videogame homônimo pela <em>Electronic Arts</em> em 2005.</span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="color:#999999;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="color:#999999;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="color:#999999;"> </span></strong></p>
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<p class="MsoNormal"><strong><span style="color:#999999;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="color:#999999;"> </span></strong></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/recuo.wordpress.com/8/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/recuo.wordpress.com/8/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/recuo.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/recuo.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/recuo.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/recuo.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/recuo.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/recuo.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/recuo.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/recuo.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/recuo.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/recuo.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/recuo.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/recuo.wordpress.com/8/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/recuo.wordpress.com/8/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/recuo.wordpress.com/8/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=recuo.wordpress.com&amp;blog=3262569&amp;post=8&amp;subd=recuo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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