Música Para as Massas - Acho que Não

Publicado em 29 de fevereiro de 2008 em http://www.side-line.com
Tradução de Jeovane Cazer
Alan Wilder conta a quantas anda a indústria fonográfica
Alan Wilder escreveu um artigo para a revista eletrônica musical Side-Line. Com o título “Música Para as Massas - Acho que Não”, Alan aborda assuntos que vão desde a guerra do volume ao impacto de downloads na música (em oposição à indústria musical), e como é difícil hoje em dia conseguir lançar, na prática, algo aparentemente simples como um CD. É uma leitura fascinante que prenderá o leitor do começo ao fim.
Nota do editor [Side-Line]: Era final de janeiro de 2008 quando entramos em contato com Alan Wilder (Ex-Depeche Mode) para que escrevesse um artigo sobre o volúvel mercado fonográfico e expusesse o que pensa a respeito. O pedido veio na hora certa porque Alan tinha acabado de anunciar o lançamento de um compacto duplo em edição limitada de Prey / Allelujah, que, por incrível que pareça, não sairia pela gravadora e sim por intermédio de fãs russos. A entrevista acabou se tornando uma carta aberta assinada por Alan Wilder…
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Recoil / Alan Wilder - “Música Para as Massas - Acho que Não”
Vivemos em um mundo de tecnologia, cujos avanços crescem de forma exponencial em todas as áreas científicas - numa velocidade que nem mesmo conseguimos acompanhar. Por que então o áudio das músicas está com qualidade inferior? A música está “soando” pior. Paramos de escutar, não temos tempo. É só o tempo de sermos arrebatados por uma explosão sonora ensurdecedora até os ouvidos não suportarem mais e surgir o desejo de “trocar o disco”. Por que o volume dos anúncios da TV é o dobro do volume das transmissões normais?
É a única maneira de chamar a nossa atenção na guerra do volume.
A revolução tecnológica dos últimos anos provocou uma mudança no processo de masterização dos álbuns. Para competirem entre si, A&R, produtores e até os músicos estão pedindo aos engenheiros de masterização, através do sistema de compressão digital, para aumentarem o volume tão alto a ponto de toda a amplitude dinâmica ser cruelmente sacrificada.
(Basicamente, a compressão aumenta o volume dos elementos mais calmos de uma mixagem e mantém estáveis os picos das partes mais altas).
A compressão excessiva oculta os detalhes sonoros e retira a força emocional da música, deixando os ouvintes estranhamente indiferentes a ela. Com efeito, o ouvido comprime naturalmente os sons altos para se proteger - por isso associamos a compressão ao volume. O sofisticado cérebro humano evolui para prestar atenção a qualquer som alto, assim, em uma primeira impressão, os sons comprimidos parecem mais empolgantes. Mas são efêmeros. As pesquisas mostram que após alguns minutos o volume constante se torna chato e cansativo.
A verdadeira empolgação surge da variação do ritmo, tonalidade e altura, assim como de uma vasta amplitude sonora, o que, por sua vez, proporciona momentos de pausa e estímulo ao ouvinte - algo que provavelmente não se encontra muito na música pop rock atual. Se quiser um bom exemplo de música barulhenta e sem profundidade, escute a faixa “I Bet You Look Good on the Dance Floor“ do Artic Monkeys.
Espiral de downloads…
No momento, a compressão em MP3 permite criar arquivos menores excluindo as informações musicais que o ouvido humano tem mais dificuldade de escutar. A maior parte das informações excluídas está na parte mais alta e mais baixa (O MP3 não reproduz bem as reverberações por motivos temporários semelhantes). Por essa razão, quando o CD master - que já é comprimido - é queimado com MP3, o efeito de compressão é intensificado ainda mais. O resultado - uma experiência desagradável, irritante, confusa, desinteressante e sem energia.
Assim como o CD substituiu o vinil, o MP3 e outros formatos digitais estão desbancando rapidamente o CD como a forma mais popular de ouvir música, o que significa maior comodidade, porém, com uma qualidade sonora inferior (ainda que isso venha a melhorar com o tempo). Até os audiófilos (apaixonados por som) já mudaram para o formato multimídia - sendo o iPod ou o iPhone o item de aquisição indispensável. Muitos já perderam o interesse nos sistemas sofisticados de som, ao passo que os mais jovens crescem tão acostumados a ouvir música comprimida dinamicamente que, a meu ver, a batalha já está perdida.
Mas a história não acaba aqui. Estamos vendo as ramificações desta sutil, porém significativa, mudança de audição nas gravadoras. Veja bem, não se trata apenas da qualidade de áudio. Trata-se da composição, produção. Trata-se da arte…
A arte pela arte
O meu caso é um pouco “diferente” já que não sou um artista de grande “sucesso” em termos de vendas comerciais e, nesse sentido, me esforço para ser ouvido assim como milhões de outros músicos. Entretanto, devido a minha história com o Depeche Mode, estou tranqüilo, de modo que eu não tive (e continuo não tendo) de adaptar o que eu faço ao que está em voga.
A instabilidade do mercado não me afetou tanto. Com certeza, não influencia a maneira como eu faço música e sim reforça o meu cinismo em relação à injustiça de tão boa música perdida no meio de tanto lixo. Não há nada de novo nisso. A qualidade da rádio comercial não melhorou; as revistas têm um impacto mínimo, a exposição televisiva está mais limitada do que nunca - não obstante os canais da MTV estarem mais marginalizados. Na verdade, a melhor maneira de fazer com que sua música seja ouvida é através dos anúncios da TV.
Deixando de lado a questão da viabilidade por um momento, gostaria de assistir à volta da arte de alta qualidade, abrangendo todas as maravilhas tecnológicas e científicas, fornecidas a um custo que reflita o tempo e o esforço dedicados pelo artista. Podem dizer que estou “fora de moda”, assim como alguém que pagasse por uma peça de mobília artesanal, uma roupa de etiqueta ou uma fotografia retratada belamente.
Ao invés de satisfazer os meios de comunicação em massa, porque também não produzir áudio de resolução superior - talvez em DVD, já que esse é um formato com o qual a maioria das pessoas pode interagir sem ter que adquirir um novo equipamento? Combine isso ao trabalho artístico produzido com amor - o qual, no caso de uma opção impressa ser muito cara, pode ao menos ser disponibilizado para download.
Os artigos de colecionadores estão se tornando uma saída em meio ao caos. Faz todo sentido subsidiar a produção de um formato caro para os que realmente apreciam a qualidade e a coletividade e, assim, permitir a mais pessoas gastarem uma quantia mínima pelos elementos fundamentais da obra artística.
Alguns já tentaram, por exemplo, Magne Furuholmen (A-Ha) lançou e vendeu 300 cópias de um LP discofoto especial de 10 polegadas com capa original pintada à mão, acompanhado de um CD com todas as músicas, além de um pôster e um documentário mostrando a criação da arte. Cada pacote foi vendido a 100 euros. Posteriormente, todas as músicas foram disponibilizadas de graça no MySpace. Essa é uma iniciativa ousada, para a qual eu tiro o chapéu, e que sem dúvida incentivou a cada fã “sério” a também se tornar uma espécie de investidor pessoal.
A implementação bem sucedida de um pacote de DVD/arte/filme como esse por uma grande gravadora é algo que ainda está para ser visto. Não há razão para que isso não aconteça, contanto que a gravadora adote uma visão pragmática em relação aos downloads - que elas possam realmente atuar como uma ferramenta promocional ao invés de gerar uma fonte sustentável de renda.
Mas sugerir um formato é, de fato, o menor dos desafios - a dificuldade, como sempre, é como vendê-lo.
Sem dúvida, tentar conseguir algum tipo de divulgação nas lojas de discos há muito tempo deixou de ser uma opção viável. As cadeias de lojas de discos estão falindo (vide o fechamento recente da ótima cadeia de lojas “Fopp” de Londres) ou estão se transformando em algo diferente - voltadas para games, merchandise, acessórios para iPod e etc. Para garantir a sobrevivência no mercado, com uma política de “não devolução”, as lojas de discos põem bastante pressão sobre as gravadoras e só colocam à venda o que será “sucesso garantido” - apenas os artistas de maior vendagem, para evitar que o estoque fique encalhado nas lojas.
Quanto à questão do marketing e da estratégia promocional, eu gostaria que a experiência de se escutar pela primeira vez um dos meus álbuns fosse exatamente da maneira como eu imaginei. Por essa razão, nunca mais fornecerei cópias antecipadas de minhas músicas para charlatões fazendo-se passar por jornalistas para que os mesmos as coloquem à venda no E-Bay ou as enviem para o Pirata Bay 3 alguns meses antes do lançamento oficial. Considerando o número de promoção prévia que recebo atualmente, não fará a mínima diferença ao desempenho das vendas.
Não é que não haja pontos positivos no compartilhamento de arquivos pelos fãs. Certamente há pessoas em lugares remotos do mundo - por exemplo, na Sibéria - que provavelmente só conseguirão escutar minhas músicas dessa forma, mesmo que ainda não com uma excelente qualidade. Não é o ideal, mas é melhor do que não ter nenhuma oportunidade de escutá-las. Até os CDs, na Rússia, é impossível adquiri-los fora das grandes cidades. É por isso que existem fãs astuciosos e empreendedores que compram todo o estoque da cidade e revendem mais barato para outras pessoas de fora.
Da Rússia com amor
Há poucos meses, Recoil lançou um CD incluindo um filme e um folheto especial. Vamos analisar o processo. O pacote “Prey’/'Allelujah” foi possível graças à pressão dos fãs; para aqueles que preferem um produto físico - talvez colecionadores, mas também apreciadores de música que preferem o áudio e a qualidade tangível de um CD ao invés dos produtos “sem rosto” que são baixados da Internet. As faixas já estavam disponíveis para download, mas para muitos fãs isso não era o suficiente. O conflito de gerações é evidente.
Após uma apresentação promocional de sucesso em Moscou, um webmaster local do DM/Recoil conseguiu convencer a Gala Records (selo local da EMI - parceira da Mute) que valeria a pena lançar esse disco. Eles concordaram - não sem antes impor algumas condições, veja bem. E então, o que foi combinado?
Em primeiro lugar, a viagem promocional foi incentivada pelo gerente de um clube de electro. O clube pagou e organizou a visita. Além disso, a Gala arranjou uma divulgação em rádio, imprensa escrita e TV. Os resultados foram mais que animadores. Entretanto, para um lançamento acontecer, havia algumas condições como: os fãs teriam de pagar pela fabricação do disco, implementar estruturas de pagamento para distribuir o disco através de seus próprios sites na Internet, outros teriam de produzir a arte de um livreto de 28 páginas que acompanharia o disco, bem como produzir e dirigir um filme de 9 minutos que seria incluído para a faixa “Allelujah”; o artista (eu) teria de produzir a música em seu próprio estúdio e financiar o seu próprio site junto com um webmaster exclusivo que trabalharia de graça; o artista e os fãs teriam de cuidar da comercialização, promoção e suporte de vendas na Internet. Todos esses serviços foram feitos com muito trabalho e paixão - sem nenhum custo, exceto pelo tempo e dedicação por pura vontade de fazer algo dar certo. Uma iniciativa surpreendente e que me faz sentir bem.
Então, você pode estar se perguntando, o que a gravadora fez? Boa pergunta. A gravadora organizou todas as partes em um todo - o que significa fazer um controle de produção das mixagens das músicas existentes e reunir um encarte de duas páginas com a cópia do selo da arte. O licenciado local acrescentou um jargão jurídico em cirílico ao encarte e avisou a imprensa escrita e a TV. Realmente nada demais, não é?
Tudo bem, essa não é a regra que, como tal, é um pouco injusta. Foi um tipo de experiência única, um favor, poderia dizer a Gala/Mute. Mas é certamente a maneira como a maioria das coisas está acontecendo. Por que eles não lançam o CD da forma usual? Porque não acreditam que a demanda justifica a dedicação e os custos de fabricação tendo em vista os downloads de música de graça ou a preços baixos.
O projeto da Rússia foi uma experiência interessante, mas já se esperava um sucesso limitado devido à visão atual desse país e do consumidor que parecia desconfiar de toda a iniciativa. Não foi a maneira ideal de se tentar vender um produto, mas isso não impede o processo em si de tornar-se perfeitamente viável, contanto que seja implementada uma logística sólida, simplificando e tornando-o confiável para o consumidor.
(Observação: a despeito dos obstáculos óbvios, nós ainda conseguimos vender todo o estoque planejado antes do lançamento, tal qual era a demanda).
O pop será sua própria ruína?
Para que então se preocupar em assinar contrato com uma gravadora? É o que muitos artistas estão agora se perguntando. Como pensar de outra forma quando o que estão lhes dizendo é que suas gravadoras não podem arcar com mais despesas? Ou que farão um corte no pagamento do artista para investir em marketing?
É por isso que estamos vendo uma debandada geral acontecendo, pressionando a já enfraquecida indústria de discos. Os artistas que acham mais fácil não encarar o problema de frente são aqueles que já têm bastante sucesso, complicando a situação ainda mais. Por quê? Porque os similares de Radiohead e Prince podem distribuir suas músicas em um esquema promocional para gerar publicidade a suas respectivas máquinas. Fazendo isso, conseguem ser notados e beneficiam outras áreas. Portanto, com todo mundo agora à espera de baixar música de graça, todos os outros artistas perdem um pouco dos lucros que esperariam obter com a venda de discos, embora o amor e o dinheiro gastos produzindo seus produtos não tenha mudado.
Já desisti de lucrar com o que eu faço há muito tempo. Era de se esperar que eu estivesse cheio de ressentimento e amargura em relação a minha própria gravadora, mas eu não me sinto assim. A Mute é uma vítima nisso tudo. A realidade é que todas as gravadoras estão sofrendo, tentando desesperadamente encontrar soluções enquanto o tapete lhes é puxado debaixo de seus pés.
A EMI impôs muitas restrições de gastos à Mute, que agora está sendo “reformada” e “modernizada” com a centralização dos departamentos e a redução do casting de artistas. O figurão da EMI, Guy Hands, descreve seu negócio como um “modelo sustentável” com a necessidade de “reduzir o desperdício”… Eliminar o lixo. Retórica dissimulada que significa: CORTES! Ele fala em “eliminar as cópias e a burocracia”. Resultado final: dois mil empregos vão ser eliminados.
Ainda mais preocupante é ele afirmar que atualmente 3% de todo o casting de artistas dão lucro e aqueles que nunca darão, não importa como o modelo é alterado, podem dar adeus.
Até onde eu sei essa é a filosofia da Mute, onde o lucro das obras de maior vendagem é usado para sustentar todos os outros artistas da gravadora.
Arte. Uma gravadora não vende feijão, ela expõe arte para as massas. Uma coisa impossível de quantificar ou medir. Feijão - uma coisa que pode ser quantificada, medida.
Mas essa filosofia é válida hoje em dia? Certamente que não, se você é regido por um conglomerado que visa o lucro. O escritório central da Mute (agora parte do prédio da EMI) é hoje uma sombra do seu passado. Algumas almas perdidas vagando em torno de uma paralisia pós-apocalíptica, como numa cena do filme Extermínio (28 Days Later). Há algumas pessoas boas na Mute que estão com as mãos e os pés atados; outras estão amordaçadas, desamparadas, foram abduzidas e seduzidas pela máquina corporativa.
Claro que a Mute não poderia apenas levantar e ir embora. Isso seria como tentar colocar sua casa à venda quando você só a está alugando. Eu imagino que Daniel Miller esteja tão preocupado quanto o próximo inquilino. Ele é contratado da EMI e seu futuro, creio eu, é incerto. Talvez ele esteja cansado de todo o negócio, sua visão original foi prejudicada irremediavelmente. Tenho certeza que Daniel Miller ainda nutre pela música a mesma paixão de sempre, mas quem desejaria abrir uma nova gravadora no pé em que está a situação atual?
Então, o músico pode desempenhar o papel de empresário? É justo esperar que nossos compositores e virtuoses criativos, e com a cabeça nas nuvens, também possuam um diploma em administração de empresas? Bolando suas próprias estratégias e vendendo modelos à medida que progridem? Quer dizer, não foi essa a principal razão para que as gravadoras viessem a existir? A partir da minha própria experiência, simplesmente tentar “administrar”, o que tem sido uma experiência muito pequena, tomou quase os três primeiros meses do ano - tempo valioso que eu poderia ter aproveitado compondo novas músicas.
O tino para os negócios irá variar, mas é fundamental para os artistas e seus representantes tentar e ficar à frente do jogo, criar novos empreendimentos. Poderemos ver o retorno dos pequenos selos indie direcionados à arte empregando um novo modus operandi (já está acontecendo se você olhar ao seu redor), com custos mínimos, funcionando mais como um suporte logístico aos artistas, organizando a fabricação e a distribuição efetiva dos pedidos por e-mail através dos sites dos artistas e outros pontos de venda relacionados. Agüentar a pressão (O que não significa ter de abandonar a idéia da disponibilidade em massa pelo iTunes ou similares).
Quem sabe se ao terminar o meu próximo álbum ainda terei um contrato com uma gravadora? Seria uma pena terminar a minha parceira com a Mute após tantos anos bons, mas eu sinto que essa decisão não está em minhas mãos. Vai depender muito do que o futuro reserva para a Mute/EMI e certamente para todas as gravadoras. Pode ser que todos os artistas de maior vendagem da Mute sejam tragados pela máquina da EMI, enquanto que o resto entregue os pontos, inclusive a própria Mute. Esse será um dia muito triste.
A quem devemos então culpar por toda essa bagunça? Devemos apontar o dedo às gravadoras que não fizeram nada de útil, vendendo relançamentos a preços muito altos durante anos enquanto seus agentes de A&R nos bombardeavam com ídolos pop e “boys band” superficiais e sem personalidade? É justo dizer “… bem, você mereceu…?” Ou vamos acusar o ouvinte médio com o nível de atenção de uma criança de três anos vivendo em uma sociedade descartável, homogeneizada, obcecada por Paris Hilton, superestimulada com várias opções na vida? Uma sociedade que valoriza a trivialidade e aceita a mediocridade sem questionar muito? Ou talvez a decadência tenha evoluído a partir do culto do DJ, quando qualquer um podia regurgitar a essência do rock ‘n’ roll revitalizando todos os clássicos do funk dos anos 70, colocando algumas bobagens de rap em cima e chamando isso de seu próprio trabalho? A música moderna não é mais vista como uma forma de arte? Ou é agora só mais um negócio?
Alan Wilder (Obrigado a Bernard Van Isacker por sua colaboração)
Para obter mais informações sobre o Recoil, acesse os links abaixo:
www.recoil.co.uk
www.myspace.com/recoil
www.facebook.com/recoil
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Notas:
- Música Para as Massas: tradução literal de Music for the Masses, título do sexto disco em estúdio do grupo inglês Depeche Mode, do qual Alan Wilder foi membro, como tecladista e produtor, no período de 1982 a 1995.
- A & R (Artistas e Repertórios) é o encarregado das gravadoras de contratar bandas e novos talentos.
- Amplitude dinâmica [Faixa dinâmica]: A relação entre o sinal mais intenso sem distorção e o sinal mais fraco ainda perceptível em um circuito, equipamento ou sistema.
- Espiral de downloads (download spiral) : alusão ao álbum Downward Spiral do Nine Inch Nails. Aqui ele faz um trocadilho entre as palavras downward (para baixo) e download (baixar arquivos/MP3).
- “Arte pela arte” é a tradução de uma expressão francesa do século XIX, l’art pour l’art, e exprime a filosofia segunda a qual o valor intrínseco da arte, e somente a “verdadeira” arte, é desassociado de qualquer função didática, moral ou prática. A expressão latina “ars gratia artis” (arte pela arte) aparece no círculo dourado envolvendo o leão no logotipo da Metro-Goldwyn-Mayer.
- Da Rússia com amor é a tradução literal de From Russia With Love. Filme norte americano de 1963, o segundo da série 007 com Sean Connery no papel de James Bond. É conhecido no Brasil como “Moscou Contra 007″. O filme foi baseado no romance homônimo de Ian Fleming de 1957.
From Russia With Love foi adapatado para um videogame homônimo pela Electronic Arts em 2005.

Prezado Jimoliver,
Sou muito agradecida pela brilhante tradução e grande lembrança do “mágico” Alan Wilder! Podemos classificar o DM em duas óbvias facetas: Antes do Alan e Depois do Alan…Preciso dizer qual eu gosto mais?
Li o seu post no blog Todas do ZC e acabei caindo aqui. Visitarei sempre!
Sucesso e boa semana!